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10.1.12

postheadericon Lei do tabaco, Pôr na ordem os higieno-fascistas

Paulo Macedo |

Pôr na ordem os higieno-fascistas

Pensar no tabaco com o país de rastos é a prova de que há gente a mais no Estado

Só faltava mais esta. Não bastava a classe política andar entretida com aventais, tinha de vir o Ministério da Saúde anunciar a revisão da lei do tabaco, com mais atentados à liberdade de quem gosta e quer fumar. Este país na bancarrota, sabe-se lá com que futuro e com que moeda, tem gente na administração pública que faz tudo para provar aos contribuintes que o Estado seria muito mais eficaz com menos funcionários.

De facto, ninguém no seu perfeito juízo pode andar a pagar ordenados e outros custos para uns tantos higieno-fascistas afogarem as suas frustrações em leis e projectos fundamentalistas que são atentados às liberdades, à economia e ao emprego. O Ministério da Saúde, um monstro que consome oito mil milhões de euros do Orçamento do Estado, devia andar muito preocupado com o corte nas despesas e o combate sem tréguas ao desperdício. Mas, ao contrário do que se diz e tenta passar para a opinião pública, os esforços ministeriais não conseguem reduzir a despesa, o laxismo, o desperdício e o total caos que reina em muitas estruturas do Serviço Nacional de Saúde. Percebe-se que a tarefa não é nada fácil, até porque nas estruturas dirigentes, a todos os níveis, haverá gente apostada em quebrar todas as regras e a boicotar todo e qualquer esforço para pôr a casa em ordem. Também se percebe porquê. Para além de razões ideológicas, há muito dinheiro em jogo e os lóbis tudo farão para não ver reduzida a sua parte no enorme bolo posto todos os anos à disposição do sector. Laboratórios, farmácias, médicos, enfermeiros, gestores hospitalares e tudo o que gira à volta dessa imensa fogueira em que se queimam milhões mostram todos os dias que estão vivos, de boa saúde e que não há crise ou bancarrota que os assuste.

É neste contexto que os higieno-fascistas, que também querem o seu quinhão nos dinheiros públicos, aparecem à tona para mostrar que existem e que o seu trabalho é muito útil para a sociedade. Pior do que isso, há políticos, com o ministro da Saúde à cabeça, que alinham no seu jogo e tentam dessa maneira ficar na fotografia como meninos fundamentalistas muito bem-comportados, politicamente correctos e macaquinhos de imitação de toda a idiotice que nasce nos Estados Unidos e rapidamente atinge esta pobre Europa decadente.

Vir agora, neste ano desgraçado de 2012, falar numa revisão da lei do tabaco com o objectivo de impedir o fumo em todos os espaços fechados é, mais do que um atentado à inteligência, um atentado à economia e ao emprego. Nomeadamente na restauração, já fortemente atingida com o aumento do IVA de 13 para 23%. Uma senhora, nomeada por Paulo Macedo para esta tarefa patriótica, confessa que o seu modelo é o de Nova Iorque e a seguir o irlandês. No primeiro impede-se o fumo em parques e jardins públicos, no segundo só os doentes mentais e os presos podem fumar em espaços fechados. Nestas alturas, quando se vê esta gente tão excitada a violar os direitos dos outros e tão indiferente à situação miserável de milhões de portugueses, faz falta alguém com coragem para os pôr no seu lugar e na ordem. Ou no olho da rua, como quiserem.

Por António Ribeiro Ferreira (via) ionline 10 jan



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garatujar

verbo no Infinitivo pessoal

do It. grattugiare, esfarelar com ralo

v. tr. e int.,
cobrir com garatujas;
fazer garatujas;
rabiscar.
Gerúndio - garatujando

"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante." -- Antoine de St. Exupery (in "O princepezinho")

para pensar...

"...sob certas condições, os capitalistas privados inevitavelmente controlam, directa ou indirectamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). É então extremamente difícil, e na maior parte dos casos na verdade quase impossível, para o cidadão individual chegar a conclusões objectivas".

Albert Einstein, 1949

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«Uma revolução pode mudar as instituições, mas em nada alterou o carácter dos homens. Eles continuarão a ser o que eram: perversos e imbecis.»

Carlos da Maia, um dos oficiais da Armada no 5 de Outubro, em carta ao político republicano João Chagas, Junho de 1911
" Estamos perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos (...) Ninguém crê na honestidade dos homens políticos."
EÇA DE QUEIROZ

Não quero garatujar mais a cidade. A cidade já é diferente com tanto verde-azeitona e tanta varanda caída. Tantas vedações e instruções, tantas palavras de ordem que os cartazes políticos nos recomendam. Nada disso. Nem mais uma ordem, nem mais um só homem a mandar na minha vida.

Todos se van (Diários de Havana), Wendy Guerra 2006


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